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O EPITÁFIO


Elder Ferreira

Libertinagem Literária

1.

Era a terceira vez na mesma semana. Não havia hora nem clima, acontecia a qualquer momento e independente de instante. O vício crescia faminto e a cada dia queria devorá-la um terço a mais que no dia anterior. Não conseguia sustentar os desejos e, ainda que tentasse combater o impulso, uma urgência queimava violenta no peito, mas o mesmo incêndio que levava o peito à combustão, convertia o dinheiro em cinzas. O trabalho não sustentava suas ambições e, para seu desespero, as ambições apenas que sustentavam sua vida. Usuária de livros desde a infância e dependente clandestina de literatura desde que conhecera as letras, Clarice lutava contra a vontade de ler sem saber como atenuar seus impulsos.

O motivo de sua angústia tivera origem antes mesmo que o ventre materno estivesse esperando recebê-la. Do que conhecia, e do que contava os pais, uma revolução havia brotado dos solos da nação, estendendo raízes até o juízo do povo. Naquela época, as elites ditavam as regras enquanto o resto da população era esquecida pelo Estado. O país era de alguns e o berço esplêndido era apenas de poucos. Felicidade e dias melhores eram utopias encontradas nos livros e o aconchego, difícil de ser encontrado no dia-a-dia de trabalho, existia apenas nas páginas da literatura. Os livros se destacavam, histórias corriam pelo cidades e, como numa explosão, a sedução pela palavra ganhava espaço como uma forma de esquecer, ainda que por alguns instantes, as mazelas sociais que eram frutos do descaso do Estado. O conhecimento se abastecia nos livros e descansava na imaginação, dando força ao grito das vozes suprimidas. Não demorou até que a multidão transformasse sua passividade em ousadia.

Enquanto a elite desfrutava dos incentivos governamentais, seus poucos problemas não se comparavam à situação caótica em que os menos favorecidos viviam. De um lado, o wi-fi de baixo alcance que enfurecia a classe média, do outro, uma vaga em uma universidade de prestígio tão difícil de ser alcançada por quem não tinha condições sociais favoráveis. Cansados de esperar pelo Estado, o povo decidiu entrar no único caminho que levaria ao mundo dos sonhos descritos na literatura: o caminho da luta. Determinados, homens e mulheres entraram na guerra contra o regime político armados apenas com a vontade de mudança no coração. O exército torturava sonhos e silenciava fé à bala, empilhando cadáveres com fúria primitiva e frieza sem igual. O povo assistia sua revolução nascer para encontrar repouso na cova encomendada pelo Estado. 

Desde a contenção dos levantes pelo exército, para evitar o fomento das idéias e a vontade de grandes transformações na estrutura política do país, a literatura havia sido banida. Obras que fizessem alusão a um mundo harmonioso e sem disparidades eram proibidas. Na televisão, as notícias eram mastigadas e os programas eram preparados para que não estimulassem o pensamento crítico. Leis anti-culturais eram aprovadas e os que aceitavam as ordens sem questionamentos se cegavam frente à manipulação estatal. Na ilegalidade, porém, é que a oportunidade reside, e logo após a aprovação das leis que baniam a literatura, estabeleceu-se a venda ilícita de conhecimento no país. Entre as sombras do estado dominador, deu-se a luz ao tráfico especializado de literatura. O fascínio pelas palavras acometia muita gente, mas os riscos inerentes ao consumo das letras eram assumidos por poucos, como Clarice.

Na infância, a menina permitia-se abrir a mente para a imaginação. Livros antigos eram guardados por sua mãe e, sempre que não tinham visitas em casa, a menina ia até o fogão da cozinha e abria a tampa do forno cuidadosamente para se encantar com a vista dos livros escondidos entre as panelas. O pai de Clarice contava histórias de tempos diferentes, da época em que ler não era transgressão e a menina sonhava com aquele mundo que parecia tão distante, e assim, sonhando, foi se tornando mulher.


2.

A antiga atração pela leitura havia se transformado em um vício indomável e Clarice trabalhava obstinada para ao final do mês garantir boas leituras. Entretanto, o estado distribuía recompensas a quem denunciasse suspeitos por tráfico de obras literárias, por isso era indispensável ter cautela quando entrasse no assunto literatura com alguém. Na maioria das vezes, conseguia fornecedores por intermédio da amiga Morgana, uma revolucionária enrustida que sonhava com a destituição do governo, mas que se disfarçava de comodista para não ser denunciada por dissidência.

Comumente boatos sobre levantes circulavam pelo país e isso incomodava o Estado, que mantinha informações sobre prováveis mandantes de rebeliões. Em protesto, poesias surgiam grafitadas nas paredes dos prédios governamentais e em resposta corpos de militantes eram encontrados pela cidade. Clarice não se agradava com a proibição dos livros, mas tampouco tinha simpatia por uma luta que julgava fadada ao fracasso. O Estado detinha o poder e contra ele não tinha força que se superasse. No entanto, Clarice experimentava de colérica abstinência quando os boatos de levantes circulavam, pois não havia quem se arriscasse a vender e raros estavam dispostos a comprar. O país se tornava instável nesses períodos até que o tempo transcorresse e algumas vozes fossem silenciadas, mas enquanto isso, qualquer risco corrido era displicência. 

A ausência de novas palavras deixava-lhe desatinada e era obrigada a ler o que tinha quando não podia correr riscos. Escutava vozes estranhas no meio da noite e acordava exasperada, como se lhe sussurrassem poemas ao pé do ouvido. A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer, conspirava-lhe Mário Quintana, e, quando acordava, relia o que tinha para acalmar a abstinência poética que perturbava o juízo. No meio da tormenta que a privação lhe causava, foi que a amiga Morgana lhe apresentou à Parságada, um morro localizado a uma hora da cidade, onde pessoas de diferentes classes sociais se reuniam para discutir ideais. Sua localização e propósito eram segredos, poucos sabiam onde o lugar ficava e os que o conheciam eram sempre indicados por antigos frequentadores. O cuidado com a língua era necessário, pois além das discussões revolucionárias, o espaço também servia para o comércio ilegal de livros. Os encarregados pelas suas vendas, porém, eram sabidos por demais e cobravam preços exorbitantes por capítulos separados. Nunca vendiam obras completas, arrancavam-lhe as páginas e comercializavam apenas capítulos avulsos. 

O risco a se correr era alto por uma boa história pela qual se enamorar ou por um personagem para se deixar levar pelo encanto. Mas o autocontrole falhava, pois de auto nem a estima Clarice possuía. Sua união com o dinheiro era marcada por instabilidades e, sempre que alguns trocados surgiam, logo se desfaziam como translúcida fumaça, indo parar no bolso dos vendedores de Parságada. Quando terminava o dia de trabalho, Clarice pegava o interestadual e, depois de descer do ônibus, caminhava alguns pedaços de terra até chegar à Parságada. Comprava seus capítulos e, quando a sorte conspirava a seu favor, voltava de carona para a cidade. Quando chegava perto de onde morava, escondia cautelosa os papéis de baixo da roupa e passava rapidamente no armazém para comprar o lanche da noite. Na casa, organizava na geladeira o que nutria seu corpo e, na estante secreta que mantinha no seu quarto, guardava o que sustentava sua alma. 


3.

Os custos inerentes aos capítulos comprados começavam a martelar na sua cabeça. No trabalho, enquanto finalizava alguns relatórios, pensava na possibilidade de entrar em uma crise financeira se não conseguisse conter os gastos excessivos. Não se manteria se continuasse dedicando altas porcentagens da sua remuneração mensal ao hábito da leitura. Desde quando a mãe havia retornado para o interior do Rio de Janeiro junto com o pai de Clarice, tornava-se ainda mais difícil sustentar as próprias necessidades. O aluguel estava atrasado e a energia da casa havia sido cortada três meses consecutivos. Era um inferno, pois sempre priorizava a luz ao aluguel. Já que lia pela noite, não poderia dispensar a iluminação, mas se não pagasse o aluguel, não teria sequer um lugar para praticar a leitura.

– Clarice, tamo fechando – Nonato, o segurança do escritório, interrompia seus pensamentos.

– Já tô indo, seu Nonato – respondia sem interesse enquanto verificava as horas – São cinco horas ainda, seu Nonato, por que tamo fechando cedo? Vai acontecer algum protesto hoje?

– É que foi decretado toque de recolher. Parece que o corpo de um estudante foi encontrado ao lado do prédio da prefeitura – relatava concentrado.

Clarice podia até sentir os sabores de fim do mundo, o exército invadindo as ruas, homicídios sem culpados, dissidentes encarcerados por serem encontrados com páginas nos bolsos, métodos de tortura aplicados com frieza nazista nos suspeitos de levantes e o comércio de literatura mais uma vez se tornando difícil. Era sempre assim quando encontravam corpos mortos, corpos mortos que vinham como recados dos manifestantes. Embora essas informações não fossem divulgadas nos veículos de comunicação, a língua do povo balbuciava as histórias aos quatro cantos, mesmo que alguns não acreditassem na veracidade dos relatos. Clarice enchia-se de cautela quando ouvia as histórias, e mesmo que pudesse contar com a galera de Parságada como fornecedora dos livros, andar com manuscritos nos bolsos já seria o suficiente para que lhe condenassem como dissidente. Não poderia correr o risco de ser presa por descuido, mas precisava de imediato comprar mais alguns capítulos antes que seu direito de ir e vir estivesse inteiramente ameaçado. 


4. 

Clarice não pensou muito e meteu no bolso o dinheiro que ainda restava do mês. Nos pés depositou coragem, para que corressem sem tropeçar, e seguiu o caminho que levava à rodoviária. Nas ruas, a movimentação era notável, gente se atropelando, janelas semicerradas e alguns tiros ao longe, para conter a correria que precedia o caos. Não se importava com a confusão de pessoas, desde que conseguisse chegar à rodoviária em tempo. Para o que não foi sua surpresa, quando chegou, estava abarrotada de tudo quanto era gente. Enquanto esperava a multidão afobada se dispersar, Clarice conseguiu pegar o interestadual quando já era quase oito da noite. Sentou-se, exausta, torcendo para que seus planos dessem certo. Era ir, voltar e nada mais. Indignada, pensava se antes não estava tudo bem, se havia necessidade que se iniciasse tamanha confusão quando os dias corriam tranquilos, exceto pelas dívidas que não acabavam. 

Quando se aproximava de Parságada, Clarice fez o sinal e estacionou na estrada mal iluminada, descendo do veículo e olhando os lados, como se buscasse a presença de qualquer movimento estranho. Caminhou ainda mais alguns metros até encontrar uma entrada para o morro. Espremendo-se entre paredes de casas antigas, ela entrou no caminho que levava ao barraco onde os traficantes de livros se reuniam. Notando um silêncio incomum quase se aproximou do local, Clarice deu alguns passos lentos. Estaria disposta a invadir a casa e pegar os livros que bem entendesse, tamanho a ansiedade em que estava, mas uma voz a deteve.

– É coragem demais sair sozinha agora, hein? – perguntou uma voz que vinha de trás.

– Cadê todo mundo? Quero comprar uns capítulos, tenho dinheiro aqui – a indiferença na voz tentava disfarçar o medo.

– Ninguém se arrisca a sair com esse toque de recolher – respondeu numa dramaticidade escancarada.

– O fato político não me interessa, quero comprar algumas coisas para ler e só, será que dá?

– Dá sim, mas assim que comprar, vai embora daqui, pois se te pegam, não apenas te prendem, mas te estupram antes de te jogarem no camburão.

Depositou o dinheiro nas mãos do elemento e recolheu apressada os capítulos de seu interesse. Quatro de Capitu, seis de O Pequeno Príncipe e outros primeiros capítulos de obras que se arriscaria a ler. Pegou tudo e enfiou na bolsa, uma felicidade clandestina percorrendo a espinha enquanto guardava os manuscritos cuidadosamente. Mais uns minutos e estava fora do sítio, indo de ônibus a caminho de casa na única rodovia que dava acesso à cidade. Queria chegar em casa imediatamente para começar a devorar as páginas e ela tentava decidir por qual história começar quando na entrada o ônibus parou bruscamente.

– É a polícia – alguém reclamou.

Dois guardas caminhavam em direção ao automóvel e Clarice não acreditava que depois de tudo estar dando certo seria pega a tão poucos quilômetros de casa. Não se deixaria ser presa, não por causa de páginas avulsas que trazia na bolsa. Levantou-se rápida de onde estava sentada e fez sinal para descer, esperando que o motorista abrisse as portas do veículo. Trimmm, trimmm. Nenhuma resposta ao movimento impaciente. Trimmm, trimmm. Os guardas se aproximavam do automóvel enquanto o coração batia em frequências mais elevadas. Trimm, trimm. Enquanto as portas da frente se abriam para os guardas, enfim as de trás se escancaravam. Clarice desceu nervosa e andou com pressa na direção dos prédios comerciais que demarcavam o início da cidade.

– Senhora, parada aí! – gritou o guarda quando a viu sair em disparada na direção do comércio da cidade e da solidão dos antigos prédios.

Clarice se perdia as ruas rodeadas de grandes edifícios enquanto o guarda parecia acelerar o passo atrás. De noite, aquela parte da cidade era solidão e Clarice transpirava medo à medida que os pés a guiavam em direção ao inexplorado. O corpo excitado, estimulando o coração e elevando a pressão arterial, deixavam-na como se flutuando entre as ermas vielas. Não seria presa, não deixaria que lhe capturassem. Estava disposta a correr enquanto as pernas lhe sustentassem e a lutar enquanto o corpo suportasse. Ouvira histórias horríveis da boca de Morgana, da polícia a favor do Estado que violava e constrangia mulheres, sem piedade nem decência, apenas por diversão e abuso do poder.

Os pés exaustos, como se tivessem correndo por dias, sinalizavam fadiga. Ofegante, olhou para trás e, não vendo ninguém, parou por um momento, encostando-se ao lado de um grande latão de lixo na calçada estreita da rua. Respirava atônita enquanto tentava evitar ruídos, mas o desejo premente de encher os pulmões era barulhento e Clarice arfava ciente de que poderia chamar atenção. Durante o breve repouso, levantou os olhos suados e, na sua frente, as palavras vermelhas grafitadas gigantes na porta da garagem de um prédio: 

A PALAVRA É O MEU DOMÍNIO SOBRE O MUNDO. C. L.

Enquanto percorria as sílabas rubras, pensava se um dia as palavras teriam o poder de guiar os passos da humanidade. Senão do mundo como um todo, pelo menos do país onde vivia. Perguntava-se se seriam capazes de conceder aos humanos alguma dose de humanidade, algum sol de um novo mundo. Pela primeira vez, sentiu-se incomodada com o governo a ponto de querer, se lhe dessem fogo, queimar a sede do Estado, e, se lhe dessem armas, dizimar a injustiça que perturbava o sono do trabalhador. O fôlego irado se renovava a cada pensamento indignado e, levantando-se, pôs os pés a correr mais uma vez para longe dos peões do Estado quando uma sombra surgiu na sua direção.

– Te peguei – disse o policial enquanto agarrava os seus braços e sacudia o corpo de Clarice – Onde você pensa que vai com tanta pressa?

Enquanto enroscava um braço em volta do corpo hesitante de Clarice, a outra mão revistava seus pertences. Ela estava assustada demais para pensar, poderia reagir, mas sua força não se comparava a do homem. O único músculo que tinha desenvolvido era o cérebro e, até onde sabia, o cérebro nem músculo era, então sempre ficava em desvantagem contra os braços grandes do brutamonte. Se sua fúria tivesse poder, teria repartido o corpo do sujeito em quantas partes fossem possíveis partir naquela mesma hora. 

– O que é isso aqui? Livros? – corria o olhar pelos papéis ainda pressionando o corpo de Clarice ao seu – Uma moça tão bonita se metendo com tráfico de literatura... – dizia lento enquanto lançava olhares furtivos para Clarice.

Os olhos da mulher encontraram os do policial e, num rápido movimento, ele segurou seus longos cabelos escuros, mergulhando ousado o nariz entre as curvas de seu pescoço, como que buscando o seu suave perfume de mulher. Clarice não pensou muito, abriu a boca e mirando no espaço entre a supraclavicular e a jugular, reuniu nos dentes a sua agonia, e enfiou os caninos no pescoço do homem. O grito que se sucedeu a mordida ecoou pela rua escura e Clarice abandonou a garganta fissurada quando sentiu na boca um sabor diferente. Libertou-se dos braços do policial e cuspiu no chão. 

O ódio percorria as suas veias e, dirigindo o olhar para o corpo do policial no chão, ela sorria enquanto o homem tentava conter o sangue que escapulia da garganta. Ajoelhou-se para guardar suas páginas espalhadas, algumas molhadas pelo sangue. Não vendo ninguém ao redor, arrancou do homem a arma que carregava na cintura e guardou-a com cautela debaixo da roupa. Pensou ainda um instante no que estava fazendo, mas quando se levantou já não era mais a mesma.

11 comentários:

  1. A premissa desse conto é interessantíssima e o texto conseguiu ser conduzido de maneira tão interessante quanto. Ótimo conto Elder, parabéns.

    P.S.: A propósito, sempre que puder nos presenteie com um dos seus contos, pois eles sempre são de uma qualidade impressionante. =)

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  2. Me lembrou aquela antologia que vi de alguma editora tempos atrás, já nem lembro de qual editora. Gostei bastante, e a personagem é fantástica =P

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    1. O nome da antologia era "livros são proibidos". Esse conto eu escrevi pra ela, sabias? Mas achei tão mais ou menos que resolvi nem enviar.

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    2. Ah, sim! Então, acho que se você trabalhasse mais nele teria dado algo bem legal pra antologia. Mas então, use o conto em alguma antologia, pô! Ele tá muito bom! >.< Mostrei seus dotes pro mundo! q

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  3. Gostei! Me lembrou bastante o enredo de Fahrenheit 451, com a temática da proibição intelectual, só que mais violento. Seria interessante escrever uma obra completa baseada neste capítulo - só para constar: eu seria a primeira a comprar XD

    Abraço!

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  4. Adoro esse conto. Me lembra "V de Vingança" e amo essa história, então meio que passou por osmose pro teu conto.
    Nem comentarei o quanto escreves bem, pois posso soar repetitiva... OK, NÃO RESISTO: ESCREVES TÃO BEM, ELDER!
    Tu pode até não plantar uma árvore ou ter um filho, mas de um livro tu precisa e eu esterei por perto pra fangirlzar de forma xiita como só eu sei fazer.

    Beijo, mwah.

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  5. Nossa *-* Adorei esse conto, concordo com a Clara, seria muito interessante escrever uma obra completa baseada nisso ai. Tens futuro hein :) Parabéns! Escreves MUITO bem!!

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  6. Olá tudo bem ?
    Estava passando para vim ver as novidades e percebi que você escreve muito bem contos. Parabens.
    Por isso queria te convidar como todos outros leitores que escrevem a participar de um quadro em meu blog, onde postarei contos ou até mesmo Reflexoes de outros leitores, mas logico, com os seus devidos créditos e endereços de seus blogs, enfim...Se quiser participar e tudo mais, me manda algum de seus contos para lovemybooks1@hotmail.com que tenho certeza que todos vão adorar conhecer, até porque eu também amo, mas eu não tenho tanta imaginação assim hahahaha...

    E outra, gostaria de pedir também para que você curta minha fanpage, se vc tiver uma me passa que eu tbm curto tá ? Depois passa no meu cantinho que tá cheio de novidade. bjokas e me desculpa pelo sumiço, mas andei doentinha =/

    lovereadmybooks.blogspot.com.br =]

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  7. Muito bom seu post, um conto bem descrito... :)

    www.saotantas.blogspot.com

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  8. Amei, Elder. Mas também fiquei com a sensação de que esse conto poderia se transformar num romance - mal de romancista é não conseguir dar fim a histórias curtas. Sem brincadeira, sério, daria um ótimo romance distópico. Meu projeto de 2013 é exatamente um romance distópico, até pensei em te mostrar alguns capítulos, só que ele não ficará pronto esse ano. Estou investindo bastante nas pesquisas - já notei que está lendo 1984, uma das minhas próximas aquisições. Acabei de receber Admirável Mundo Novo, também li a trilogia Jogos Vorazes.

    Acho mesmo que vale a pena mergulhar nessa história, Elder. A sua personagem é incrível e você tem veia para ação. A narração é inteligente e tem boa cadência. Não dá para falar sobre os diálogos, mas nesse tipo de história, assim como Jogos Vorazes, a narração tem mais intensidade.

    Participei de um concurso em 2010. Meu conto foi classificado, mas a antologia nunca foi publicada - Editora Multifoco. É um conto especulativo - não sou contista, mesmo assim, ficou muito bom. Se souber de algum concurso que eu possa participar - mais ou menos no estilo desse seu conto -, me avise.

    "Na estante secreta que mantinha no quarto, guardava o que sustentava sua alma." Lindo!

    Beijos,

    Isie Fernandes - de Dai para Isie

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  9. Olá!
    Simplesmente amei o conto. Merece uma continuação; fiquei curiosa :)
    Bjss
    sete-viidas.blogspot.com

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