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O EPITÁFIO


Elder Ferreira

Sinistro - Poesia

Era noite e todos sonhavam em seus aposentos,
Silêncio nas ruas e algumas janelas abertas.
O ar frio invade o quarto e o corpo quente de sangue,
E a lua ilumina os homens que andam as pressas.

Alguém se destaca pelos modos e assusta!
Dentes alvos, rosto pálido, sedução inaudita...
Caminha levemente, quase flutua na penumbra,
Sente sede e seu instinto chama, rodopia, grita!

A esta hora uma jovem dorme, pura, indefesa.
Com o corpo perfumado, o exagero da beleza.
O convida de forma inconsciente, a pobre menina.
Que foi se enclausular em sonhos seus, sozinha.

Alguém surge no quarto, como mágica, de súbito
E sente-se atraído pelo seio rubro que o espera.
Aproxima-se do corpo e crava os dentes abaixo da nuca,
A donzela fenece e sua inocência degenera.

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